As azenhas e os moinhos representam
a forma mais evoluída de um sistema primitivo de trituração dos grãos cereal
entre duas pedras, para fabrico de farinhas alimentares, cuja origem remonta ao
período mesolítico, em relação com as primeiras conquistas e aquisições do
homem agricultor, e ao qual mais tarde se adaptou um engenho motor, que
substituiu a força do braço pela ação das correntes da água ou do vento
A freguesia tem apenas azenhas ou
moinhos movidos a água e a sua classificação tipológica assenta apenas na
diversa conformação da sua parte motora, derivada das várias circunstâncias e
caraterísticas da queda de água que os aciona.
As azenhas podem agrupar-se em
duas grandes categorias, conforme a posição relativa da água que as aciona, que
ou cai de alto, batendo e enchendo os copos que guarnecem a periferia da roda –
as azenhas de copos, ou copeiras (Exemplo: fig. 1 - Azenha da Ti Luísa –
Boco/Vagos), ou corre por baixo, empurrando as palhetas dispostas radialmente à
sua volta – as azenhas de rio (era o caso do moinho do Sobreirinho).
Exemplo de uma azenha em
funcionamento:
Figura 1
- Azenha da Ti Luísa – Boco/Vagos
Os moinhos de rodízio são
engenhos hidráulicos tradicionais, comuns no norte de Portugal, caracterizados
por uma roda motriz horizontal (rodízio) situada numa estrutura inferior (cabouco), movida pela força da água (IA).
Exemplo de um moinho em
funcionamento:
Figura 2 - Moinho em Caxarias - Nuno
Ferreira - 2012
Esta classificação é essencial
para perceber ou melhor caraterizar os sistemas de moagem da freguesia, pois
como se verá mais à frente. Como exemplo temos referência no livro de Amorim
Rosa e no contexto popular chamamos ou designamos como o Moinho do Curto, no
entanto, e confirmado com o dono, a sua roda estava montada na vertical, logo o
correto é ser chamado azenha e não moinho como tem sido feito, é
provável que tenha sido adaptado, ou seja, no início era moinho e por motivo de
se tornar mais vantajoso/rentável passou a ser azenha, quem sabe
Nos moinhos que na minha
interpretação a designação correta será azenha irei colocar um asterisco (*).
Contexto histórico:
“Na Idade Média, dado o seu
elevado custo de construção, os moinhos hidráulicos pertenciam normalmente à
Coroa, à grande nobreza, ao alto funcionalismo régio e à Igreja
Exemplo disso são
os moinhos do Prado e mais tarde a Azenha do Curto.
“Em fevereiro de 1179, D. Ooiro doou à Ordem do Templo a sua herdade dos Moinhos do Prado reservando o usufruto para sua mulher D. Toda Mendes. Era então o comendador de Portugal D. Frei Raimundo, e de Tomar D. Frei Martinho Formarigo (Rosa, 1965).”
A extinção dos moinhos à partida
está relacionada com a concorrência das fábricas de moagem e melhoria dos
transportes, o facto de os moinhos da freguesia serem movidos a água, tornava a
produção de farinha limitada, o êxodo rural a partir da década de 50/60?
“Em 16 de junho de 1897, João
Torres Pinheiro montou uma fábrica de moagem «A Nabantina» no local onde
estavam os velhos moinhos de farinha da Ribeira da Vila. (...)
Em 1912, Manuel Mendes Godinho
mandou arrazar o Lagar de El-Rei... e no seu lugar fez levantar um edifício de
vários andares para montar uma moderníssima Moagem: «A Portugália»
A freguesia tinha azenhas e
moinhos de rodízio (infelizmente não existe nenhum em funcionamento, estando
todos eles em estado avançado de ruína) movidos a água, ao longo da Ribeira da
Fervença/Póvoa/Milheira[1]
e do rio Nabão que foram utilizados para moer cereais.
As azenhas e moinhos para
conseguirem moer o trigo ou outro cereal precisavam que a água chegasse até lá
e é por isso que a maioria tem ao seu lado uns canais de água – as levadas.
Também era necessário regular o caudal da água, uma das formas era construir
açudes, que consistem num muro erguido, para elevar o nível e o volume de água .
A localização dos moinhos era
longe das aldeias, o transporte dos cereais para moer e a farinha, era feito
com a ajuda dos burros ou mulas.
A minha mãe quando tinha entre os
12/14 anos (1968/70) foi muitas vezes na mula buscar farinha aos moinhos da
fervença.
Na casa dos meus avós Manuel
(Sombrio) e Maria (Sapateira), o trigo era semeado no Barrusco e moído no verão,
o milho vinha das terras de regadio perto do Agroal e era moído no inverno.
Segue-se a identificação das
azenhas e moinhos da freguesia, estes estão divididos pelas freguesias antes de
estarem unidas e por ordem alfabética.
1 - Azenhas e Moinhos do lado de Além da
Ribeira
1.1 – Azenha
do Cairrão (1530?)
A azenha talvez seja a construção que está junto à Fonte do
Cairrão, onde desagua a Ribeira da Soianda Velha na Ribeira da Fervença/Póvoa/Milheira (um
pequeno paraíso – aqui quando não havia água junto à Ponte Romana, era onde eu
e a minha mãe vínhamos lavar roupa), tem uma levada a seu lado.
Informações encontradas:
“Em 1530 há referência a 4 moradores no lugar da
Azenha do Cairrão.
Em 1641, a propósito de uma questão com um moinho do
Agroal, junto à nascente, aparece, mencionado o nome do proprietário António
Duarte, da Enxofreira, e uma testemunha do Vale do Poço. Esta refere os moinhos
das Lapas como já estando alagados. Outra testemunha alude aos moinhos da
Ribeira da Póvoa – Cairrão e Milheira
Coordenadas: 39.657026445281545, -8.398765135376772
Figura 3 - Nascente do Cairrão - Nuno Ferreira - Abr26
1.2 - Azenha -
Porto de Cavaleiros – margem esquerda
Azenha em Porto de Cavaleiros junto à margem esquerda do rio Nabão, existem apenas alguns vestígios (antigas paredes), o acesso terá de ser feito pelo terreno, atenção ao seu cultivo.
Coordenadas: 39.65619667815235, -8.427080674477432 em
frente à fábrica
Figura 4 - Azenha de Porto de
Cavaleiros - Cristina Henriques - 2014
1.3 – Moinho* do
Alfaiate ou Moinho* Velho
Coordenadas: 39.65896683438718, -8.421614454080851
Figura 5 - Moinho Velho ou do Alfaiate
- Cristina Henriques - Mai22
Figura 6 - Moinho Velho ou do Alfaiate
- Sérgio Lopes
Figura 7 - Moinho*do mistrador 1942 -
facebook Hilário Guia
1.4 - Moinho do Vital perto do Casal das Várzeas
Moinho junto à Ribeira da Fervença/Póvoa/Milheira
localiza-se junto um açude na zona da
Loureira antes de chegar ao Pego Estufo (onde desagua a Ribeira no rio Nabão)
Coordenadas: 39.647736402569606, -8.40710508110903
Figura 8 - Moinho do Vital perto do Casal das Várzeas -
Cristina Henriques - 2014
Figura 9 - Moinho do Vital perto do Casal das Várzeas -
Cristina Henriques - 2014
1.5 - Moinho e
Lagar do Casal Velho
O moinho era junto ao lagar, o seu moleiro vivia na casa (39.669672874686306, -8.395400246080182) do outro lado da ribeira, localiza-se junto à Ribeira da Fervença/Póvoa/Milheira no Casal Velho ou Casal de Baixo, movido a água onde o rodízio está no cabouco e o piso de cima fica a um nível ligeiramente superior ao do leito da ribeira. O seu dono em 1971 era o Sr. Manuel Pereira – Pianã da Enxofreira. Em estado avançado de ruína.
Coordenadas: 39.66977364738493, -8.394874984707387
Figura 10 - Moinho do Casal Velho e
Casa do Moleiro do lado esquerdo - Nuno Ferreira - 2020
1.6 – Moinho* e Lagar do Curto
Moinho e Lagar de Azeite com referência desde pelo
menos 1660, movido a água, localiza-se junto à Ribeira da Fervença/Póvoa/Milheira, talvez
inicialmente apenas para produção de farinha, mas também funcionou como lagar
de azeite.
Em 1963 trabalhava, mas depois de 1970, já não.
Muito perto do Moinho do Curto, havia um outro que
estava relacionado com as freiras da Capela da Nossa Senhora do Mildeu
Informações encontradas:
"Em 24 de Janeiro de 1660 foi dada sentença contra o rendeiro do Moinho* do Curto, que é das Religiosas de Santa Iria (Rosa, História de Tomar VOLII, 1982).”
Coordenadas:
39.678744758021644, -8.389194066001734
Figura 11 - Moinho e Lagar do Curto - Cristina Henriques - 2013
1.7 – Moinhos*
da Fervença
Os moinhos na Fervença ficam
juntos à Ribeira da Fervença/Póvoa/Milheira, um dos acessos é seguir pela rua dos Moinhos até
à Ribeira. Um moinho era do Manuel Silva (pai de António Silva – avô do Amorim,
Ermelinda e Firmo), o outro moinho era do Preto (alcunha). Moinhos de duas
pedras, no Inverno moía milho, no Verão trigo.
Dependia do açude do Casal de
Baixo para a água lá chegar através da levada. A minha mãe nos anos 60 – talvez
com uns 12/14 anos ia buscar a farinha desde a Enxofreira ao moinho da Fervença
com uma mula, o moleiro era António da Silva o meu avô gostava mais desse
moleiro do que o moleiro que trabalhava no moinho do Casal de Baixo do ti Pianã.
Estiveram a trabalhar até 1970
Coordenadas: 39.66816001681488,
-8.396098695074874
Figura 12 - Moinho da Fervença - Nuno
Ferreira - Ago13
Figura 13
. Moinho da Fervença - localização da roda
1.8 - Moinho das Lapas
Do moinho apenas restam alguns vestígios em algumas pedras junto ao Rio Nabão na direção da Foz da Ribeira do Fetal.
Informações encontradas:
“Em 1530 há referência a 4 moradores no lugar do
Moinho das Lapas (aquelas pedras «cimentadas» com ferros cravados onde hoje (artigo
do jornal da Cidade de Tomar de 1982 Manuel Guia escreveu) se lava a
roupa).
Em 1641, a propósito de uma questão com um moinho do
Agroal, junto à nascente, aparece, mencionado o nome do proprietário António
Duarte, da Enxofreira, e uma testemunha do Vale do Poço. Esta refere os moinhos
das Lapas como já estando alagados.
Em 22 de abril de 1685 o Juiz de Fora de Tomar mandou
demolir um açude e uma levada, no sítio das Lapas, que António Ferreira, da
Milheira, tinha feito para um Moinho, no rio Nabão
. “
Coordenadas: 39.660224410565846,
-8.413248646316388
Figura 14 - Vestígios Moinho? - Nuno
Ferreira - 2015
1.9 - Moinho da Milheira 1
Do moinho apenas restam alguns vestígios
em algumas pedras junto à Ribeira da Fervença/Póvoa/Milheira, do lado esquerdo
da Ponte da Milheira (sentido Póvoa/Tomar).
Coordenadas: 39.65252810366224, -8.403939646097882
Figura 15 - Moinho da Milheira 1-
Cristina Henriques – 2015
1.10 - Moinho
da Milheira 2
O moinho é agora uma pequena construção de apoio à horta, tendo a levada a seu lado. Localiza-se junto à Ribeira da Fervença/Póvoa/Milheira, do lado direito da Ponte da Milheira (sentido Póvoa/Tomar).
Informações encontradas que não se sabe a qual moinho
faziam referência?:
“Em 1641, a propósito de uma questão com um moinho do
Agroal, junto à nascente, aparece, mencionado o nome do proprietário António
Duarte, da Enxofreira, e uma testemunha do Vale do Poço. Esta refere os moinhos
das Lapas como já estando alagados. Outra testemunha alude aos moinhos da
Ribeira da Póvoa – Cairrão e Milheira.
Em 1682 o Juiz de Fora de Tomar, deu sentença contra
Martim Nabo Pessenha e seu moleiro do moinho da Milheira, sobre as águas que
vêm do dito moinho para as Várzeas do Prado.
Em 1717 o Juiz de Fora de Tomar, deu sentença contra
Luís de Salazar Vasconcelos e contra o seu moleiro do Moinho da Milheira-Póvoa
sobre as águas que vinham do dito moinho para as Várzeas do Prado
.”
Coordenadas: 39.65196918297401, -8.404459229922503
Figura 16 - Moinho Milheira 2 –
Cristina Henriques - 2015
1.11 – Moinho no Porto Compadre
Moinho em ruínas junto ao Rio Nabão no Porto de
Compadre era do Bisavô de Sérgio Lopes. O pai de José Lopes ajudava na
distribuição da farinha pelos fregueses. Fechou em 1954 ou 1955. veio uma
grande cheia que levou açude, ponte e parte do moinho e depois não havia
dinheiro para recuperar tudo. a ponte era para ir para a freguesia da
Sabacheira, donde era a maioria dos clientes e donde era natural o dono, que
era o meu sogro. ele já herdou aquilo.
Coordenadas: 39.671790603304586, -8.429499646078854
Figura 17 - Moinho Porto Compadre -
Nuno Ferreira - 2021
1.12 – Moinho da Póvoa
Moinho que se vê da Póvoa, junto ao açude na Ribeira da
Fervença. Construção recuperada para arrumos, pertence a Afonso Pardal da Póvoa
Coordenadas: 39.659353168118585,
-8.402427617724799
Figura 18 - Moinho da Póvoa - Cristina Henriques - nov14
1.13 - Fábrica de Papel do Sobreirinho e seus moinhos
1882 – Ano em que foi
inaugurada a Fábrica de Papel de Porto de Cavaleiros (8 de Março).A Fábrica de Papel
do Sobreirinho bem como os seus moinhos de água foram vendidos por António
Santos Monteiro à Fábrica do Papel do Prado e Marianaia (25 de Abril).
Coordenadas: 39.653894657224,
-8.410898790282966
Figura 19 - Moinho do Sobreirinho -
Nuno Ferreira - abr13
Figura 20 - Moinho do Sobreirinho -
Nuno Ferreira - abr13
2 - Azenhas e Moinhos do lado da Pedreira
2.1 - Azenha -
Porto de Cavaleiros – margem direita
Azenha em Porto de Cavaleiros junto à margem direita do
rio Nabão, antes de ser fábrica?.
Coordenadas: 39.657227178089485,
-8.428934214866391
Figura 21 -Mós da Moinho de Porto de Cavaleiros . Nuno Ferreira
- 2022
Figura 22 - Fábrica/Moinho em 1900 - facebook
2.2 – Moinho*
do Caldeirão
Moinho na marquem direita do Rio
Nabão junto à Fonte e Praia Fluvial do Caldeirão que pertenceu a Manuel Rosa do
Fetal de Baixo, apenas existem as mós
Coordenadas: 39.64500764245643,
-8.410116088555057
Figura 23 - Moinho do Caldeirão - Nuno
Ferreira - Abr26
Figura 24 - Moinho do Caldeirão - Nuno
Ferreira - Abr26
2.3 – Moinho* do Evaristo
Moinho junto à margem direita do Rio Nabão entre Porto de Cavaleiros e a Mendacha onde ainda se consegue visualizar uma parede.
Coordenadas: 39.65882349459402,
-8.430528890965288
Figura 25 . Moinho do Evaristo - Nuno Ferreira
- Fev25
2.4 – Moinhos
da Fábrica Prado Karton
Os moinhos de pelo menos de 1179
De seguida transcrevo excertos
que fazem referência aos moinhos do Prado retirados de alguns Anais do
Município de Tomar e do livro História de Tomar Vol.I de Amorim
Rosa
“-Herdade dos Moinhos do Prado –
Mestre do templo – Comendador e Alcaide de Tomar
Carta de doação à ordem do Templo
de uma herdade aonde se chama Moinhos do Prado:
«em nome de Deus notificamos aos
presentes e aos futuros que eu, Don Ooiro, de acordo com a minha mulher Toda
Mendes, temente de Deus, por nossa morte damos a Deus e à Casa do templo, toda
a nossa herdade tal como a havemos vista, nos Moinhos do Prado.
E Dona Toda ficará com o uso
fruto depois da morte de Don Ooiro.
Igualmente ficam os freires os
moinhos da moenga.
Para confirmar este facto
estiveram presentes ...D. Tomás fez. Feita no mês de fevereiro de 1217 (1179).
Em fevereiro de 1179, D. Ooiro
doou à Ordem do Templo a sua herdade dos Moinhos do Prado reservando o usufruto
para sua mulher D. Toda Mendes. Era então o comendador de Portugal D. Frei
Raimundo, e de Tomar D. Frei Martinho Formarigo (Rosa, 1965).
Foi mandado fazer pelo Comendador
de Portugal, D. Raimundo, e pelo Comendador de Tomar, D. Martinho Formarigo, e
seu capelão D. Luís Martins.
Quem falseie seja excomungado com
vida e, depois , precipitado no inferno.
Testemunhas: Pedro Gonçalves,
presbítero; Gonçalo Dias; Pedro Mendes, etc. Pág. 48
IV – Comenda do Prado
Essa Comenda haja moinhos do
Prado que são 6 e uma sede para moinho
A horta e o olival que
valem 600 libras
Idem os casais que hi são feitos
de Aquém e Além do Rio
Idem as caas de morada desse
logar ..
»»Adega da Várzea Pequena que se
chama «do Prado»
»» a vinha que tem Porto Carreiro
Do prado, já sabemos que foi
doado em Fevereiro de 1217 ( 1179 da nossa era), e consta que os moinhos datam
do primeiro procurador do Templo em Portugal, o que me parece um tanto duvidoso
pois remontá-los-ia à segunda ou terceira década do Século XII, em que o Prado
ainda estava nas «terras de ninguém», embora afastado das «penetrantes
principais». Pág 67 (Rosa, 1965)
“1835 – o diário do Governo n.º 256,
de 30 de outubro, manda por em hasta pública, em 23 de janeiro de 1836, os
seguintes bens da Ordem de Cristo: Os Moinhos do Prado, de fazer farinha, que
constam de 3 casas, uma das quais serve de cavalariça, e outras duas de
residência dos moleiros, com duas hortas pequenas, uma várzea e terras de pão.
Tem 5 pedras, 2 de azenha e 3 de rodízio, sendo 3 alveiras e 2 secundeiras.
Partem de todos os lados com terras pertencentes ao extinto convento. Vai à
praça em 2435$00 – pág. 430
Coordenadas: 39.643592277693095, -8.403309193889827
Figura 26 - Moinhos do Prado - facebook 2024
No link seguinte consegue obter a:
Bibliografia
consultada e citada:
Rosa, A. (1967). Anais de Tomar 1801-1839.
Tomar: Câmara Municipal de Tomar.
Silva, L. (2018). Os Moinhos e os Moleiros do Rio
Guadiana Uma visão antropológica. Lisboa: Fernando Mão de Ferro.
Jorge Dias, Ernesto Veiga de Oliveira e Fernando
Galhano. (1959). Sistemas Primitivos de Moagem em Portugal Moinhos, Azenhas
e Atafonas. Porto: Imprensa Portuguesa.
Valongo
está a reabilitar antigos moinhos para criar rota de visitação | Verdadeiro
Olhar
Curiosidades:
Em 18 de julho de 1645 o Convento de Cristo comprou a
António Duarte, da Enxofreira, o moinho que este construíra na Fonte do Agroal
[1] A
Ribeira da Fervença ou da Póvoa ou da Milheira, tem estas três designações de
acordo com a localidade onde passa (pelo menos na freguesia), mas é a mesma e esta
nasce em Ferreira do Zêzere. Quando era pequena para mim eram três ribeiras
diferentes (será que era só para mim?).
[2] o
vocábulo “administrador” por admistrador ou mistrador, são fenómenos fonéticos
de linguagem popular, que pelo facto de serem pronunciados por pessoas que
quase não sabem ler e escrever, podem ser interpretados oralmente de forma
diversa; file:///C:/Users/07505895/Downloads/content%20(1).pdf

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