segunda-feira, 4 de maio de 2026

As azenhas e os moinhos da União de Freguesia de Além da Ribeira e Pedreira

 

As azenhas e os moinhos representam a forma mais evoluída de um sistema primitivo de trituração dos grãos cereal entre duas pedras, para fabrico de farinhas alimentares, cuja origem remonta ao período mesolítico, em relação com as primeiras conquistas e aquisições do homem agricultor, e ao qual mais tarde se adaptou um engenho motor, que substituiu a força do braço pela ação das correntes da água ou do vento (Dias, Veiga, & Galhano, 1959).

A freguesia tem apenas azenhas ou moinhos movidos a água e a sua classificação tipológica assenta apenas na diversa conformação da sua parte motora, derivada das várias circunstâncias e caraterísticas da queda de água que os aciona.

As azenhas podem agrupar-se em duas grandes categorias, conforme a posição relativa da água que as aciona, que ou cai de alto, batendo e enchendo os copos que guarnecem a periferia da roda – as azenhas de copos, ou copeiras (Exemplo: fig. 1 - Azenha da Ti Luísa – Boco/Vagos), ou corre por baixo, empurrando as palhetas dispostas radialmente à sua volta – as azenhas de rio (era o caso do moinho do Sobreirinho).

Exemplo de uma azenha em funcionamento:

Figura 1 - Azenha da Ti Luísa – Boco/Vagos

 

Os moinhos de rodízio são engenhos hidráulicos tradicionais, comuns no norte de Portugal, caracterizados por uma roda motriz horizontal (rodízio) situada numa estrutura inferior (cabouco), movida pela força da água (IA). 

Exemplo de um moinho em funcionamento:

Figura 2 - Moinho em Caxarias - Nuno Ferreira - 2012

 

Esta classificação é essencial para perceber ou melhor caraterizar os sistemas de moagem da freguesia, pois como se verá mais à frente. Como exemplo temos referência no livro de Amorim Rosa e no contexto popular chamamos ou designamos como o Moinho do Curto, no entanto, e confirmado com o dono, a sua roda estava montada na vertical, logo o correto é ser chamado azenha e não moinho como tem sido feito, é provável que tenha sido adaptado, ou seja, no início era moinho e por motivo de se tornar mais vantajoso/rentável passou a ser azenha, quem sabe (Silva, 2018)??

Nos moinhos que na minha interpretação a designação correta será azenha irei colocar um asterisco (*).

Contexto histórico:

“Na Idade Média, dado o seu elevado custo de construção, os moinhos hidráulicos pertenciam normalmente à Coroa, à grande nobreza, ao alto funcionalismo régio e à Igreja (Silva, 2018).”

Exemplo disso são os moinhos do Prado e mais tarde a Azenha do Curto.

“Em fevereiro de 1179, D. Ooiro doou à Ordem do Templo a sua herdade dos Moinhos do Prado reservando o usufruto para sua mulher D. Toda Mendes. Era então o comendador de Portugal D. Frei Raimundo, e de Tomar D.  Frei Martinho Formarigo (Rosa, 1965).”

A extinção dos moinhos à partida está relacionada com a concorrência das fábricas de moagem e melhoria dos transportes, o facto de os moinhos da freguesia serem movidos a água, tornava a produção de farinha limitada, o êxodo rural a partir da década de 50/60?

“Em 16 de junho de 1897, João Torres Pinheiro montou uma fábrica de moagem «A Nabantina» no local onde estavam os velhos moinhos de farinha da Ribeira da Vila. (...)

Em 1912, Manuel Mendes Godinho mandou arrazar o Lagar de El-Rei... e no seu lugar fez levantar um edifício de vários andares para montar uma moderníssima Moagem: «A Portugália» (Rosa, A História de Tomar II, 1965)”.

A freguesia tinha azenhas e moinhos de rodízio (infelizmente não existe nenhum em funcionamento, estando todos eles em estado avançado de ruína) movidos a água, ao longo da Ribeira da Fervença/Póvoa/Milheira[1] e do rio Nabão que foram utilizados para moer cereais.

As azenhas e moinhos para conseguirem moer o trigo ou outro cereal precisavam que a água chegasse até lá e é por isso que a maioria tem ao seu lado uns canais de água – as levadas. Também era necessário regular o caudal da água, uma das formas era construir açudes, que consistem num muro erguido, para elevar o nível e o volume de água .

A localização dos moinhos era longe das aldeias, o transporte dos cereais para moer e a farinha, era feito com a ajuda dos burros ou mulas.

A minha mãe quando tinha entre os 12/14 anos (1968/70) foi muitas vezes na mula buscar farinha aos moinhos da fervença.

Na casa dos meus avós Manuel (Sombrio) e Maria (Sapateira), o trigo era semeado no Barrusco e moído no verão, o milho vinha das terras de regadio perto do Agroal e era moído no inverno.


Segue-se a identificação das azenhas e moinhos da freguesia, estes estão divididos pelas freguesias antes de estarem unidas e por ordem alfabética.

1 -  Azenhas e Moinhos do lado de Além da Ribeira

1.1    – Azenha do Cairrão (1530?)

A azenha talvez seja a construção que está junto à Fonte do Cairrão, onde desagua a Ribeira da Soianda Velha na Ribeira da Fervença/Póvoa/Milheira (um pequeno paraíso – aqui quando não havia água junto à Ponte Romana, era onde eu e a minha mãe vínhamos lavar roupa), tem uma levada a seu lado.

Informações encontradas:

“Em 1530 há referência a 4 moradores no lugar da Azenha do Cairrão.

Em 1641, a propósito de uma questão com um moinho do Agroal, junto à nascente, aparece, mencionado o nome do proprietário António Duarte, da Enxofreira, e uma testemunha do Vale do Poço. Esta refere os moinhos das Lapas como já estando alagados. Outra testemunha alude aos moinhos da Ribeira da Póvoa – Cairrão e Milheira (Rosa, A História de Tomar II, 1965).

 

Coordenadas: 39.657026445281545, -8.398765135376772

Figura 3 - Nascente do Cairrão - Nuno Ferreira - Abr26

 

1.2    - Azenha - Porto de Cavaleiros – margem esquerda

Azenha em Porto de Cavaleiros junto à margem esquerda do rio Nabão, existem apenas alguns vestígios (antigas paredes), o acesso terá de ser feito pelo terreno, atenção ao seu cultivo.

Coordenadas: 39.65619667815235, -8.427080674477432 em frente à fábrica

 

Figura 4 - Azenha de Porto de Cavaleiros - Cristina Henriques - 2014

1.3    – Moinho* do Alfaiate ou Moinho* Velho

 Moinho junto ao Rio Nabão, a norte da Gruta do Morgado, ainda tem visível o apoio da roda em frente na outra margem (freguesia da Sabacheira) situava-se o Moinho* do Administrador ou mistrador[2] (Coordenadas: 39.658723704783476, -8.421453558217236).

Coordenadas: 39.65896683438718, -8.421614454080851

 

Figura 5 - Moinho Velho ou do Alfaiate - Cristina Henriques - Mai22

Figura 6 - Moinho Velho ou do Alfaiate - Sérgio Lopes

 

Figura 7 - Moinho*do mistrador 1942 - facebook Hilário Guia

1.4    - Moinho do Vital perto do Casal das Várzeas

Moinho junto à Ribeira da Fervença/Póvoa/Milheira localiza-se junto  um açude na zona da Loureira antes de chegar ao Pego Estufo (onde desagua a Ribeira no rio Nabão)

Coordenadas: 39.647736402569606, -8.40710508110903

 

Figura 8 - Moinho do Vital perto do Casal das Várzeas - Cristina Henriques - 2014

Figura 9 - Moinho do Vital perto do Casal das Várzeas - Cristina Henriques - 2014

 

1.5    - Moinho e Lagar do Casal Velho

O moinho era junto ao lagar, o seu moleiro vivia na casa (39.669672874686306, -8.395400246080182) do outro lado da ribeira, localiza-se junto à Ribeira da Fervença/Póvoa/Milheira no Casal Velho ou Casal de Baixo, movido a água onde o rodízio está no cabouco e o piso de cima fica a um nível ligeiramente superior ao do leito da ribeira. O seu dono em 1971 era o Sr. Manuel Pereira – Pianã da Enxofreira. Em estado avançado de ruína.

Coordenadas: 39.66977364738493, -8.394874984707387

Figura 10 - Moinho do Casal Velho e Casa do Moleiro do lado esquerdo - Nuno Ferreira - 2020

1.6    – Moinho* e Lagar do Curto

Moinho e Lagar de Azeite com referência desde pelo menos 1660, movido a água, localiza-se junto à Ribeira da Fervença/Póvoa/Milheira, talvez inicialmente apenas para produção de farinha, mas também funcionou como lagar de azeite.

Em 1963 trabalhava, mas depois de 1970, já não. (Guia, 2014)

Muito perto do Moinho do Curto, havia um outro que estava relacionado com as freiras da Capela da Nossa Senhora do Mildeu (Guia, 2014).

Informações encontradas:

"Em 24 de Janeiro de 1660 foi dada sentença contra o rendeiro do Moinho* do Curto, que é das Religiosas de Santa Iria (Rosa, História de Tomar VOLII, 1982).”


Coordenadas: 39.678744758021644, -8.389194066001734

Figura 11 - Moinho e Lagar do Curto - Cristina Henriques - 2013 

1.7    – Moinhos* da Fervença

Os moinhos na Fervença ficam juntos à Ribeira da Fervença/Póvoa/Milheira, um dos acessos é seguir pela rua dos Moinhos até à Ribeira. Um moinho era do Manuel Silva (pai de António Silva – avô do Amorim, Ermelinda e Firmo), o outro moinho era do Preto (alcunha). Moinhos de duas pedras, no Inverno moía milho, no Verão trigo.

Dependia do açude do Casal de Baixo para a água lá chegar através da levada. A minha mãe nos anos 60 – talvez com uns 12/14 anos ia buscar a farinha desde a Enxofreira ao moinho da Fervença com uma mula, o moleiro era António da Silva o meu avô gostava mais desse moleiro do que o moleiro que trabalhava no moinho do Casal de Baixo do ti Pianã.

Estiveram a trabalhar até 1970 (Guia, 2014).

Coordenadas: 39.66816001681488, -8.396098695074874

Figura 12 - Moinho da Fervença - Nuno Ferreira - Ago13

 

Figura 13 . Moinho da Fervença - localização da roda

1.8     - Moinho das Lapas

Do moinho apenas restam alguns vestígios em algumas pedras junto ao Rio Nabão na direção da Foz da Ribeira do Fetal.

Informações encontradas:

“Em 1530 há referência a 4 moradores no lugar do Moinho das Lapas (aquelas pedras «cimentadas» com ferros cravados onde hoje (artigo do jornal da Cidade de Tomar de 1982 Manuel Guia escreveu) se lava a roupa).

Em 1641, a propósito de uma questão com um moinho do Agroal, junto à nascente, aparece, mencionado o nome do proprietário António Duarte, da Enxofreira, e uma testemunha do Vale do Poço. Esta refere os moinhos das Lapas como já estando alagados.

Em 22 de abril de 1685 o Juiz de Fora de Tomar mandou demolir um açude e uma levada, no sítio das Lapas, que António Ferreira, da Milheira, tinha feito para um Moinho, no rio Nabão(Rosa, A História de Tomar II, 1965)

. “

 

Coordenadas: 39.660224410565846, -8.413248646316388

 

Figura 14 - Vestígios Moinho? - Nuno Ferreira - 2015

 

1.9     - Moinho da Milheira 1

Do moinho apenas restam alguns vestígios em algumas pedras junto à Ribeira da Fervença/Póvoa/Milheira, do lado esquerdo da Ponte da Milheira (sentido Póvoa/Tomar).

Coordenadas: 39.65252810366224, -8.403939646097882

Figura 15 - Moinho da Milheira 1- Cristina Henriques – 2015

1.10 - Moinho da Milheira 2

O moinho é agora uma pequena construção de apoio à horta, tendo a levada a seu lado. Localiza-se junto à Ribeira da Fervença/Póvoa/Milheira, do lado direito da Ponte da Milheira (sentido Póvoa/Tomar).

Informações encontradas que não se sabe a qual moinho faziam referência?:

“Em 1641, a propósito de uma questão com um moinho do Agroal, junto à nascente, aparece, mencionado o nome do proprietário António Duarte, da Enxofreira, e uma testemunha do Vale do Poço. Esta refere os moinhos das Lapas como já estando alagados. Outra testemunha alude aos moinhos da Ribeira da Póvoa – Cairrão e Milheira.

Em 1682 o Juiz de Fora de Tomar, deu sentença contra Martim Nabo Pessenha e seu moleiro do moinho da Milheira, sobre as águas que vêm do dito moinho para as Várzeas do Prado.

Em 1717 o Juiz de Fora de Tomar, deu sentença contra Luís de Salazar Vasconcelos e contra o seu moleiro do Moinho da Milheira-Póvoa sobre as águas que vinham do dito moinho para as Várzeas do Prado(Rosa, A História de Tomar II, 1965)

.”

Coordenadas: 39.65196918297401, -8.404459229922503

Figura 16 - Moinho Milheira 2 – Cristina Henriques - 2015

1.11 – Moinho no Porto Compadre

Moinho em ruínas junto ao Rio Nabão no Porto de Compadre era do Bisavô de Sérgio Lopes. O pai de José Lopes ajudava na distribuição da farinha pelos fregueses. Fechou em 1954 ou 1955. veio uma grande cheia que levou açude, ponte e parte do moinho e depois não havia dinheiro para recuperar tudo. a ponte era para ir para a freguesia da Sabacheira, donde era a maioria dos clientes e donde era natural o dono, que era o meu sogro. ele já herdou aquilo.
 
Coordenadas: 39.671790603304586, -8.429499646078854

Figura 17 - Moinho Porto Compadre - Nuno Ferreira - 2021

 

1.12  – Moinho da Póvoa

Moinho que se vê da Póvoa, junto ao açude na Ribeira da Fervença. Construção recuperada para arrumos, pertence a Afonso Pardal da Póvoa

Coordenadas: 39.659353168118585, -8.402427617724799

Figura 18 -  Moinho da Póvoa - Cristina Henriques - nov14

 

1.13  - Fábrica de Papel do Sobreirinho e seus moinhos

1882 – Ano em que foi inaugurada a Fábrica de Papel de Porto de Cavaleiros (8 de Março).A Fábrica de Papel do Sobreirinho bem como os seus moinhos de água foram vendidos por António Santos Monteiro à Fábrica do Papel do Prado e Marianaia (25 de Abril). 

Coordenadas: 39.653894657224, -8.410898790282966

Figura 19 - Moinho do Sobreirinho - Nuno Ferreira - abr13

Figura 20 - Moinho do Sobreirinho - Nuno Ferreira - abr13

2          -  Azenhas e Moinhos do lado da Pedreira

2.1    - Azenha - Porto de Cavaleiros – margem direita

Azenha em Porto de Cavaleiros junto à margem direita do rio Nabão, antes de ser fábrica?.

Coordenadas: 39.657227178089485, -8.428934214866391

 

Figura 21 -Mós da  Moinho de Porto de Cavaleiros . Nuno Ferreira - 2022

Figura 22 - Fábrica/Moinho em 1900 - facebook

2.2    – Moinho* do Caldeirão

Moinho na marquem direita do Rio Nabão junto à Fonte e Praia Fluvial do Caldeirão que pertenceu a Manuel Rosa do Fetal de Baixo, apenas existem as mós (Guia, 2014).

Coordenadas: 39.64500764245643, -8.410116088555057

Figura 23 - Moinho do Caldeirão - Nuno Ferreira - Abr26

Figura 24 - Moinho do Caldeirão - Nuno Ferreira - Abr26

2.3    – Moinho* do Evaristo

Moinho junto à margem direita do Rio Nabão entre Porto de Cavaleiros e a Mendacha onde ainda se consegue visualizar uma parede.

Coordenadas: 39.65882349459402, -8.430528890965288

Figura 25 . Moinho do Evaristo - Nuno Ferreira - Fev25

2.4    – Moinhos da Fábrica Prado Karton  

Os moinhos de pelo menos de 1179 (Rosa, 1965) estão dentro da Fábrica Prado Karton  – Companhia de Cartão, S.A.

De seguida transcrevo excertos que fazem referência aos moinhos do Prado retirados de alguns Anais do Município de  Tomar e do livro História de Tomar Vol.I de Amorim Rosa 

“-Herdade dos Moinhos do Prado – Mestre do templo – Comendador e Alcaide de Tomar

Carta de doação à ordem do Templo de uma herdade aonde se chama Moinhos do Prado:

«em nome de Deus notificamos aos presentes e aos futuros que eu, Don Ooiro, de acordo com a minha mulher Toda Mendes, temente de Deus, por nossa morte damos a Deus e à Casa do templo, toda a nossa herdade tal como a havemos vista, nos Moinhos do Prado.

E Dona Toda ficará com o uso fruto depois da morte de Don Ooiro.

Igualmente ficam os freires os moinhos da moenga.

Para confirmar este facto estiveram presentes ...D. Tomás fez. Feita no mês de fevereiro de 1217 (1179).

Em fevereiro de 1179, D. Ooiro doou à Ordem do Templo a sua herdade dos Moinhos do Prado reservando o usufruto para sua mulher D. Toda Mendes. Era então o comendador de Portugal D. Frei Raimundo, e de Tomar D.  Frei Martinho Formarigo (Rosa, 1965).

Foi mandado fazer pelo Comendador de Portugal, D. Raimundo, e pelo Comendador de Tomar, D. Martinho Formarigo, e seu capelão D. Luís Martins.

Quem falseie seja excomungado com vida e, depois , precipitado no inferno.

Testemunhas: Pedro Gonçalves, presbítero; Gonçalo Dias; Pedro Mendes, etc. Pág. 48 

 IV – Comenda do Prado

Essa Comenda haja moinhos do Prado que são 6 e uma sede para moinho

A horta e o olival que valem  600 libras

Idem os casais que hi são feitos de Aquém e Além do Rio

Idem as caas de morada desse logar ..

»»Adega da Várzea Pequena que se chama «do Prado»

»» a vinha que tem Porto Carreiro

Do prado, já sabemos que foi doado em Fevereiro de 1217 ( 1179 da nossa era), e consta que os moinhos datam do primeiro procurador do Templo em Portugal, o que me parece um tanto duvidoso pois remontá-los-ia à segunda ou terceira década do Século XII, em que o Prado ainda estava nas «terras de ninguém», embora afastado das «penetrantes principais». Pág 67 (Rosa, 1965)

“1835 – o diário do Governo n.º 256, de 30 de outubro, manda por em hasta pública, em 23 de janeiro de 1836, os seguintes bens da Ordem de Cristo: Os Moinhos do Prado, de fazer farinha, que constam de 3 casas, uma das quais serve de cavalariça, e outras duas de residência dos moleiros, com duas hortas pequenas, uma várzea e terras de pão. Tem 5 pedras, 2 de azenha e 3 de rodízio, sendo 3 alveiras e 2 secundeiras. Partem de todos os lados com terras pertencentes ao extinto convento. Vai à praça em 2435$00 – pág. 430 (Rosa, Anais de Tomar 1801-1839, 1967).”

Coordenadas: 39.643592277693095, -8.403309193889827

Figura 26 - Moinhos do Prado - facebook 2024

No link seguinte consegue obter a:

Localização no Google Maps das azenhas e dos moinhos da União de Freguesia de Além da Ribeira e Pedreira

 

Bibliografia consultada e citada:

Rosa, A. (1967). Anais de Tomar 1801-1839. Tomar: Câmara Municipal de Tomar.

Silva, L. (2018). Os Moinhos e os Moleiros do Rio Guadiana Uma visão antropológica. Lisboa: Fernando Mão de Ferro.

Jorge Dias, Ernesto Veiga de Oliveira e Fernando Galhano. (1959). Sistemas Primitivos de Moagem em Portugal Moinhos, Azenhas e Atafonas. Porto: Imprensa Portuguesa.

Valongo está a reabilitar antigos moinhos para criar rota de visitação | Verdadeiro Olhar

Origem e história

bma26.pdf

 

Curiosidades:

Em 18 de julho de 1645 o Convento de Cristo comprou a António Duarte, da Enxofreira, o moinho que este construíra na Fonte do Agroal



[1] A Ribeira da Fervença ou da Póvoa ou da Milheira, tem estas três designações de acordo com a localidade onde passa (pelo menos na freguesia), mas é a mesma e esta nasce em Ferreira do Zêzere. Quando era pequena para mim eram três ribeiras diferentes (será que era só para mim?).

 

[2] o vocábulo “administrador” por admistrador ou mistrador, são fenómenos fonéticos de linguagem popular, que pelo facto de serem pronunciados por pessoas que quase não sabem ler e escrever, podem ser interpretados oralmente de forma diversa; file:///C:/Users/07505895/Downloads/content%20(1).pdf