Perpetuar o património material e imaterial existente na união de freguesias de Além da Ribeira e Pedreira
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sexta-feira, 11 de outubro de 2024
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quinta-feira, 2 de maio de 2024
Tabuleiro - Flor - Ibisco (outras cores)
quinta-feira, 18 de abril de 2024
A cerâmica Silva&Silva e forno de telha na União de Freguesia de Além da Ribeira e Pedreira
Cerâmica Silva & Silva
Nos Vales junto ao Lagar, existe ainda vestígios da antiga cerâmica para
produção de telha Marselha explorada pelos Silva & Silva (um era o Manuel
do Marco – Berruga, o outro conhecido pelo Peixe Macho), tendo fechado em 1955.
Coordenadas: 39.68561720225358, -8.406374632503585
Figura 1
- Interior da cerâmica Silva&Silva - CH2014
Figura 2 - Parede exterior da cerâmica Silva&Silva - CH2014
Figura 3
- Telha Marselha da cerâmica Silva&Silva - CH2014 |
Forno de Telha Na mesma freguesia, a caminho de Porto Compadre, existiu também um Forno de
Telha de Canudo. O seu funcionamento e arquitetura assemelhavam-se aos
tradicionais Fornos de Cal (estruturas cilíndricas em poço que otimizavam a
retenção de calor por tiragem vertical). Coordenadas: 39.6716098698827, -8.423587953696622 Enquadramento da produção da telha de
Marselha em Portugal: A telha Marselha teve origem em França e foi patenteada
em 1841 pelos irmãos Gilardoni na região de Marselha. Chegou a
Portugal no final do século XIX, revolucionando a arquitetura local ao
substituir progressivamente a tradicional telha de canudo (ou árabe). Antes da introdução deste modelo, as coberturas portuguesas dependiam da
telha de canudo (origem árabe), que exigia muita argamassa, sofria com
constantes infiltrações e limitava a inclinação dos telhados. A telha Marselha
resolveu estes problemas através de características inovadoras para a época O formato da telha Lusa (também chamada de "aba e canudo") surgiu em Portugal
no final da década de 1920 (por volta de 1927) como uma invenção
e orgulho da indústria lusitana. O objetivo era claro: unir o melhor de
dois mundos.
Fontes do artigo: ·
Testemunho oral de Hilário Guia ·
Castro, C. A. M. R., Mascarenhas-Mateus, J., &
Pires, A. G. "As mansardas da Baixa Pombalina de Lisboa..." ·
Dados Técnicos e Glossário da Cerâmica Torreense
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terça-feira, 16 de abril de 2024
Tabuleiro - Flor - Ibisco
domingo, 7 de abril de 2024
Moinhos do Prado - Dia Nacional dos Moinhos
Hoje dia 07 de abril de 2024 comemora-se o Dia Nacional dos
Moinhos
A
publicação que faço é minha intenção lembrar que antes da existência da Fábrica
de Papel do Prado, funcionou um engenho de balas e antes deste moinhos de
produção de farinha.
Ainda
existem vestígios desse passado. Fotografias partilhadas no Facebook são prova
disso
De seguida
transcrevo excertos que fazem referência aos moinhos do Prado retirados de
alguns Anais do Município de Tomar e do livro História de Tomar Vol.I de
Amorim Rosa
-Herdade dos Moinhos do Prado – Mestre do templo – Comendador e Alcaide
de Tomar
Carta de
doação à ordem do Templo de uma herdade aonde se chama Moinhos do Prado:
«em nome de
Deus notificamos aos presentes e aos futuros que eu, Don Ooiro, de acordo com a
minha mulher Toda Mendes, temente de Deus, por nossa morte damos a Deus e à
Casa do templo, toda a nossa herdade tal como a havemos vista, nos Moinhos do
Prado.
E Dona Toda
ficará com o uso fruto depois da morte de Don Ooiro.
Igualmente
ficam os freires os moinhos da moenga.
Para confirmar
este facto estiveram presentes ...D. Tomás fez. Feita no mês de fevereiro de
1217 (1179).
Em fevereiro
de 1179, D. Ooiro doou à Ordem do Templo a sua herdade dos Moinhos do Prado
reservando o usufruto para sua mulher D. Toda Mendes. Era então o comendador de
Portugal D. Frei Raimundo, e de Tomar D. Frei Martinho Formarigo.
Foi mandado
fazer pelo Comendador de Portugal, D. Raimundo, e pelo Comendador de Tomar, D.
Martinho Formarigo, e seu capelão D. Luís Martins.
Quem falseie
seja excomungado com vida e, depois , precipitado no inferno.
Testemunhas:
Pedro Gonçalves, presbítero; Gonçalo Dias; Pedro Mendes, etc. Pág.
48
Essa Comenda
haja moinhos do Prado que são 6 e uma sede para moinho
A horta e o
olival que valem 600 libras
Idem os casais
que hi são feitos de Aquém e Além do Rio
Idem as caas
de morada desse logar ..
»»Adega da
Várzea Pequena que se chama «do Prado»
»» a vinha que
tem Porto Carreiro
Do prado, já
sabemos que foi doado em Fevereiro de 1217 ( 1179 da nossa era), e consta que
os moinhos datam do primeiro procurador do Templo em Portugal, o que me parece
um tanto duvidoso pois remontá-los-ia à segunda ou terceira década do Século
XII, em que o Prado ainda estava nas «terras de ninguém», embora afastado das
«penetrantes principais». Pág 67
IV – Comenda
do
Prado
Esta comenda
haja os moinhos desse lugar que son seis moynhos em huã casa h~u sede para
moynho seo hos que serem fazer cá a orta, o olival desse logo, que valem de
renda 900£. (pág 66
Os 4 casais
que hy afectos que 3 aquém e hum além do Rio. Idem as casas de morada desse
logo. Idem a Adega de Várzea Pequena que chamam do Prado. Idem nas Avessadas as
vinhas do Quarto. Idem a vinha que tem Portocarreyro (porto de cavaleiros?) com
as oliveiras. Idem umas poucas oliveiras que jazem a soan desse ponto. Idem o
olival que tem Lourenço Martins e Domingos Pires e seus filhos da Atalaya.
Idem as
oliveiras que tem d Alvegaria de S. Pedro.
Fonte: Rosa,
A. (1965). História de Tomar I. Tomar: Gabinete de Estudos
Tomarenses.
1504 – muito
antes de incorporada a Comenda do Prado no Convento, a quando da visitação de
1504, se encontrou ali erigido, por ordem régia, um engenho de balas, junto ao
moinhos, o qual andava com a água da levada deles, sem que se satisfizesse ao
Convento o terreno do dito engenho.
Fonte: ANAIS
DO MUNICIPIO DE TOMAR 1454-1580
Pág 52
I) Ferrarias
2) As do Prado
Não sabemos
quando os velhos moinhos foram substituídos, em parte, pela Fábrica das Balas.
A primeira referência a esta, vem na Corografia Portuguesa do Padre António
Carvalho da Costa, e é referente a 1701.
Fonte: ANAIS
DO MUNICIPIO DE TOMAR 1581-1700
1835 – o
diário do Governo nº256, de 30 de outubro, manda por em hasta pública, em 23 de
janeiro de 1836, os seguintes bens da Ordem de Cristo: Os Moinhos do Prado, de
fazer farinha, que constam de 3 casas, uma das quais serve de cavalariça, e
outras duas de residência dos moleiros, com duas hortas pequenas, uma várzea e
terras de pão. Tem 5 pedras, 2 de azenha e 3 de rodizio, sendo 3 alveiras e 2
secundeiras. Partem de todos os lados com terras pertencentes ao extinto
convento. Vai à praça em 2435$00
Fonte: Pág. 430 ANAIS DO MUNICIPIO DE TOMAR 1801-1839






















