sexta-feira, 11 de outubro de 2024

Tabuleiro - Flor - Rosas

 

Moldes para Rosas de cor Rosa e cor Champanhe

Tabuleiro de Rosas

Pormenor das Rosas

Sextas-Feiras de formação - 2023

Sextas-Feiras de formação - 2023



Rosas Naturais - 2023



segunda-feira, 29 de julho de 2024

Tabuleiro - Flor - Hortências

 

Moldes Flores Hortências


Início da haste


Montagem da haste


As hastes do tabuleiro


Fazer as hortências


Flor de Papel Hortências


Tabuleiro Flor Hortência


Hortências





quinta-feira, 2 de maio de 2024

Tabuleiro - Flor - Ibisco (outras cores)

 

Moldes da Flor do Ibisco

Tabuleiro de Ibiscos

Flor do Ibisco em Papel

Flor do Ibisco em Papel

Tabuleiro de Ibiscos

https://ciprest.blogspot.com/2017/06/hibisco-branco-de-flores-grandes-com.html

https://sabordefazenda.com.br/panc/tipos-de-hibiscos/

"Algumas mãos dos tabuleiros"







quinta-feira, 18 de abril de 2024

A cerâmica Silva&Silva e forno de telha na União de Freguesia de Além da Ribeira e Pedreira

 

Cerâmica Silva & Silva

Nos Vales junto ao Lagar, existe ainda vestígios da antiga cerâmica para produção de telha Marselha explorada pelos Silva & Silva (um era o Manuel do Marco – Berruga, o outro conhecido pelo Peixe Macho), tendo fechado em 1955.

Coordenadas: 39.68561720225358, -8.406374632503585

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Figura 1 - Interior da cerâmica Silva&Silva - CH2014

                                           

Figura 2 - Parede exterior da cerâmica Silva&Silva - CH2014


Figura 3 - Telha Marselha da cerâmica Silva&Silva - CH2014




Forno de Telha

Na mesma freguesia, a caminho de Porto Compadre, existiu também um Forno de Telha de Canudo. O seu funcionamento e arquitetura assemelhavam-se aos tradicionais Fornos de Cal (estruturas cilíndricas em poço que otimizavam a retenção de calor por tiragem vertical).

Coordenadas: 39.6716098698827, -8.423587953696622

Enquadramento da produção da telha de Marselha em Portugal:

A telha Marselha teve origem em França e foi patenteada em 1841 pelos irmãos Gilardoni na região de Marselha. Chegou a Portugal no final do século XIX, revolucionando a arquitetura local ao substituir progressivamente a tradicional telha de canudo (ou árabe). 

Antes da introdução deste modelo, as coberturas portuguesas dependiam da telha de canudo (origem árabe), que exigia muita argamassa, sofria com constantes infiltrações e limitava a inclinação dos telhados. A telha Marselha resolveu estes problemas através de características inovadoras para a época

O formato da telha Lusa (também chamada de "aba e canudo") surgiu em Portugal no final da década de 1920 (por volta de 1927) como uma invenção e orgulho da indústria lusitana. O objetivo era claro: unir o melhor de dois mundos. 

 

 

Fontes do artigo:

·         Testemunho oral de Hilário Guia

·         Castro, C. A. M. R., Mascarenhas-Mateus, J., & Pires, A. G. "As mansardas da Baixa Pombalina de Lisboa..."

·         Dados Técnicos e Glossário da Cerâmica Torreense

 




terça-feira, 16 de abril de 2024

Tabuleiro - Flor - Ibisco


Moldes da Flor do Ibisco

Flor do Ibisco em Papel

Tabuleiro de Ibiscos


Imagem de Ibisco ao natural
https://www.alamy.es/imagenes/hibisco-morado.html?sortBy=relevant

"Algumas mãos dos tabuleiros"


domingo, 7 de abril de 2024

Moinhos do Prado - Dia Nacional dos Moinhos

 

Hoje dia 07 de abril de 2024 comemora-se o Dia Nacional dos Moinhos

A publicação que faço é minha intenção lembrar que antes da existência da Fábrica de Papel do Prado, funcionou um engenho de balas e antes deste moinhos de produção de farinha.

Ainda existem vestígios desse passado. Fotografias partilhadas no Facebook são prova disso

De seguida transcrevo excertos que fazem referência aos moinhos do Prado retirados de alguns Anais do Município de  Tomar e do livro História de Tomar Vol.I de Amorim Rosa 

-Herdade dos Moinhos do Prado – Mestre do templo – Comendador e Alcaide de Tomar

Carta de doação à ordem do Templo de uma herdade aonde se chama Moinhos do Prado:

«em nome de Deus notificamos aos presentes e aos futuros que eu, Don Ooiro, de acordo com a minha mulher Toda Mendes, temente de Deus, por nossa morte damos a Deus e à Casa do templo, toda a nossa herdade tal como a havemos vista, nos Moinhos do Prado.

E Dona Toda ficará com o uso fruto depois da morte de Don Ooiro.

Igualmente ficam os freires os moinhos da moenga.

Para confirmar este facto estiveram presentes ...D. Tomás fez. Feita no mês de fevereiro de 1217 (1179).

Em fevereiro de 1179, D. Ooiro doou à Ordem do Templo a sua herdade dos Moinhos do Prado reservando o usufruto para sua mulher D. Toda Mendes. Era então o comendador de Portugal D. Frei Raimundo, e de Tomar D.  Frei Martinho Formarigo. (Rosa, 1965)

Foi mandado fazer pelo Comendador de Portugal, D. Raimundo, e pelo Comendador de Tomar, D. Martinho Formarigo, e seu capelão D. Luís Martins.

Quem falseie seja excomungado com vida e, depois , precipitado no inferno.

Testemunhas: Pedro Gonçalves, presbítero; Gonçalo Dias; Pedro Mendes, etc. Pág. 48 

 IV – Comenda do Prado

Essa Comenda haja moinhos do Prado que são 6 e uma sede para moinho

A horta e o olival que valem  600 libras

Idem os casais que hi são feitos de Aquém e Além do Rio

Idem as caas de morada desse logar ..

»»Adega da Várzea Pequena que se chama «do Prado»

»» a vinha que tem Porto Carreiro

Do prado, já sabemos que foi doado em Fevereiro de 1217 ( 1179 da nossa era), e consta que os moinhos datam do primeiro procurador do Templo em Portugal, o que me parece um tanto duvidoso pois remontá-los-ia à segunda ou terceira década do Século XII, em que o Prado ainda estava nas «terras de ninguém», embora afastado das «penetrantes principais». Pág 67 (Rosa, 1965)

IV – Comenda do Prado                                                                                                                  

Esta comenda haja os moinhos desse lugar que son seis moynhos em huã casa h~u sede para moynho seo hos que serem fazer cá a orta, o olival desse logo, que valem de renda   900£. (pág 66 (Rosa, 1965))

Os 4 casais que hy afectos que 3 aquém e hum além do Rio. Idem as casas de morada desse logo. Idem a Adega de Várzea Pequena que chamam do Prado. Idem nas Avessadas as vinhas do Quarto. Idem a vinha que tem Portocarreyro (porto de cavaleiros?) com as oliveiras. Idem umas poucas oliveiras que jazem a soan desse ponto. Idem o olival que tem Lourenço Martins e Domingos Pires e seus filhos da Atalaya.

Idem as oliveiras que tem d Alvegaria de S. Pedro.

Fonte: Rosa, A. (1965). História de Tomar I. Tomar: Gabinete de Estudos Tomarenses.

1504 – muito antes de incorporada a Comenda do Prado no Convento, a quando da visitação de 1504, se encontrou ali erigido, por ordem régia, um engenho de balas, junto ao moinhos, o qual andava com a água da levada deles, sem que se satisfizesse ao Convento o terreno do dito engenho.

Fonte: ANAIS DO MUNICIPIO DE TOMAR 1454-1580

Pág 52 (Rosa, 1965)

I)                    Ferrarias

2) As do Prado

Não sabemos quando os velhos moinhos foram substituídos, em parte, pela Fábrica das Balas. A primeira referência a esta, vem na Corografia Portuguesa do Padre António Carvalho da Costa, e é referente a 1701.

Fonte: ANAIS DO MUNICIPIO DE TOMAR 1581-1700

1835 – o diário do Governo nº256, de 30 de outubro, manda por em hasta pública, em 23 de janeiro de 1836, os seguintes bens da Ordem de Cristo: Os Moinhos do Prado, de fazer farinha, que constam de 3 casas, uma das quais serve de cavalariça, e outras duas de residência dos moleiros, com duas hortas pequenas, uma várzea e terras de pão. Tem 5 pedras, 2 de azenha e 3 de rodizio, sendo 3 alveiras e 2 secundeiras. Partem de todos os lados com terras pertencentes ao extinto convento. Vai à praça em 2435$00

Fonte: Pág. 430 ANAIS DO MUNICIPIO DE TOMAR 1801-1839